quarta-feira, 9 de maio de 2012

Diferenças não são defeitos

Olá senhoras e senhores.

Bem sabemos que ninguém é igual ninguém, nenhum de nós temos os mesmos pensamentos, ideias, atitudes, enfim, todos nós temos diferenças. E é justamente isso que faz com que o nosso mundo tenha graça. Já pensou se todos gostassem de funk? Não existiriam as múcicas clássicas, o rock, o pagode, o sertanejo, o pop, o rap...

Já pensou como seria o mundo se todos gostassem só de televisão? Não teríamos teatros, cinemas, livros...
Se todos só gostassem de cabelos loiros, onde estariam os ruivos, castanhos, pretos?
Se todos concordassem sempre? Onde estariam os contras? Ou se todos fossem contra, onde estariam os pós?
Se todos aceitassem todas as injustiças do mundo, toda violência, todo preconceito, racismo, onde iriamos parar?

As pessoas julgam as diferenças como se fossem defeitos, o fato de não pensarmos igual não quer dizer que eu seja melhor ou pior que você, apenas diferente de você.
O fato de você ser branco e eu ser negro (ou vice-versa) não quer dizer que você seja melhor ou pior que eu, apenas diferentes!

E aceitar essas diferenças é uma questão de virtude, inteligencia, capacidade de reconhecer que qualquer perfeição do mundo, não te livraria das diferenças.

Pare e reflita, o que seria do mundo se todos fossem da mesma maneira, que graça teria?! Se imagine morando em um mundo onde todos têm o mesmo emprego, moram em casas iguais, comem o mesmo tipo de comida, ouvem as mesmas músicas, assistem aos mesmos programas de televisão, visitam os mesmo lugares, têm o mesmo estilo de vida, serem todos da mesma cor, todos da mesma religião. Que graça teria o mundo? Que graça teria a vida? Onde estariam as ideias loucas, as boas, as extraordinárias, as sem nexos?

DIFERENÇAS NÃO SÃO DEFEITOS, SÃO APENAS DIFERENÇAS!

Abraço.
Bruna Reis.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Filme Olga!

Olá senhoras e senhores.
Hoje tive a oportunidade de assistir um filme chamado Olga, é um filme nacional muito bom!
O filme relata a história de Luiz Carlos Prestes, sobre o Nazismo na Alemanha, Getúlio Vargas no Brasil e a história de amor entre Prestes e Olga.

Enfim, muitas coisas que na época de lançamento (2004) - mesmo sendo um sucesso de bilheteria - fez com que o filme fosse muito criticado pela imprensa brasileira e alemã. E isso não é nenhuma novidade, é vero! Até por que o filme fala, nada além da verdade, consequentemente atrairia muitos comentários negativos.

E agora, vamos a minha opinião.
O filme mexeu muito comigo, não só pelas cenas duras que vi, mas por saber que os seres humanos puderam chegar a tal ponto de crueldade, frieza e maldade! Sem trazer em pauta se eram brasileiros ou não, eram seres humanos e agiam friamente, sem nem um pouco de amor.

Muitos, antes de nós, fizeram a diferença para esse Brasil, lutaram até o fim de suas vidas para nos dar um pouco do que temos e nós, que poderíamos fazer muito mais para acabar com a injustiça que ainda existe no Brasil, muitas vezes recuamos, sentimos medo e até nos conformamos com o que temos - "eu não passo fome, para mim está muito bom assim". Claro que está bom, você tem dinheiro. Mas e quem não tem o que comer? Não tem onde morar? Não tem o que vestir?

Como diz meu caro amigo e mestre Duka: "poucos com muito e muitos sem nada".
Não queremos que todos sejam milionários ou algo do tipo, mas que tenham vidas dignas, oportunidades como todos os outros, ricos ou pobres.
Não queremos "regalias" queremos chances!

O filme também fala muito sobre o nazismo, que acredito que todos saibam o que é. Olga, grávida, foi levada para Alemanha e como era judia, já sabemos o que lhe aconteceu. Foi separada de sua filha friamente (foi uma cena que me marcou) e ainda foi tratada como animal. Ela que sempre lutou pelo próximo viu sua amiga apanhando muito e não pode fazer absolutamente nada!
Com tudo isso, é claro que o filme jamais seria aceito pela imprensa alemã.

Os nazista, que na minha opinião ainda existem debaixo de capas, eram temidos como se fossem uma máquina que torturar o matar seres humanos, com discursos baixos e sem fundamentos, como por exemplo esse: "eles são judeus, não têm direito de viver"; ou "a culpa da Alemanha ter passado por tudo que passou é dos judeus, eles devem pagar por isso".

Enfim, o filme é enorme e me trouxe muitos novos conhecimentos e uma certa "motivação". Para quem nunca assistiu, recomendo. Para quem já assistiu, deixe nos comentários o que achou do filme.

E vale a pena lembrar, ainda existem muitas injustiças no Brasil e no resto do mundo e se não fizermos nada vai continuar do mesmo jeito para sempre. Para ser sincera, não sei ao certo o que quero fazer, nem o que podemos fazer. Mas sei que não quero, não quero que minha vida e minha história sejam igual a tudo que se vê!

Abraço.
Bruna Reis